Práticas de feitiçaria

O Caso de Maria Gonçalves Cajada

Este livro, através da análise de documentos históricos, conta a história real de uma feiticeira portuguesa, que foi degredada para o Brasil e foi processada pela Inquisição. A história de Maria Gonçalves Cajada foi registrada na Bahia no século XVI através de seu processo inquisitorial. Ela era uma famosa feiticeira que foi acusada por fazer pacto com o Diabo, praticar blasfêmias contra o Bispo da Igreja e praticar diversos rituais de magia. Tinha fama de “feiticeira diabólica” e era conhecida pelo nome de “Arde-lhe o rabo”. Praticava diversos feitiços sob encomenda em troca de dinheiro e alguns alimentos. Manipulava objetos, ingredientes, palavras e símbolos. Adentrar no universo descrito nessas páginas é conhecer um pouco sobre antigas práticas e rituais de magia.

Esta é a sinopse do livro Práticas de Feitiçaria: o caso de Maria Gonçalves Cajada, de Gilmara Cruz. Gilmara é estudiosa de magia, feitiçaria antiga, rituais ancestrais, sagrado feminino, paganismo e filosofias ocultas desde 2001. É graduada em História pela Universidade do Estado da Bahia e Mestre em História pela Universidade Federal de Sergipe.

O livro, publicado por nosso selo Página 42, por enquanto não estará à venda nos canais de distribuição da Editora Estronho e só pode ser encomendado com a autora (estudiogilmaracruz2016@gmail.com). Mas então, por que falar do livro aqui no site da editora?

Como editor e leitor, considero uma boa obra não somente aqueles livros super bem escritos, ou considerados best-sellers. Aliás, tem muitos best-sellers por aí, que é melhor nem comentar…

Um livro bom também pode (e deve) ser pautado por uma fluidez na escrita que te faz esquecer que está lendo, por exemplo, um livro acadêmico ou documental. Que no final da leitura você apenas quer mais. É isso que encontramos no texto da Gilmara. Um livro que nos traz informações interessantes sobre a Inquisição no Brasil, especificamente na Bahia, mas que não tenta nos enfiar goela abaixo sua opinião pessoal ou mesmo tenta mostrar exageradamente que ela sabe sobre o assunto, coisa que vemos com uma certa frequência por aí, principalmente em livros baseados em dissertações e teses.

É um livro pequeno, de 116 páginas, mas que cumpre o seu objetivo. Claro que o assunto é vasto e dá vontade de ler mais, quem sabe… né, Gilmara?

Enfim, apenas quis compartilhar com nossos leitores esse meu parecer.

Boas leituras, pessoal!


  • Autora: Gilmara Cruz
  • Prefácio: Olindina Amarante
  • Formato 14 x 21cm
  • 116 páginas em pólen bold 90g
  • Arte da capa: Márcio Tadeu da Silva
  • Finalização de capa e projeto gráfico: Marcelo Amado
  • Revisão e preparação de texto: Heidi Gisele Borges

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